Dra. Dora Lorch

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Respeito é bom e eu gosto


Estava passando na rua e ouvi as professoras ensinando musicas para as crianças: Sambalelê está doente, tá com a cabeça quebrada, Sambalelê precisava, é de uma boa lambada….

Fiquei pensando: que coisa louca, a coitada da Sambalelê está machucada e a única coisa que os “adultos” ou os “donos” (porque está na cara que se tratava de uma escrava) acham é que ela precisa é de “corretivo” por ter se machucado.





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DRA. DORA LORCH - PSICÓLOGA - ESCRITORA



Conflitos entre pais e filhos



Desde que se tem notícias pais e filhos competem entre si. Competem porque os pais sentem que seu tempo “acabou” e “tem que” dar lugar aos mais novos; porque adjetivos como juventude, vitalidade agora não tem mais vez; e os filhos competem para terem direito à “liberdade” – é verdade que não querem as responsabilidades que vem junto…

Isso se intensifica no caso feminino quando beleza e frescor não fazem mais parte do universo da mulher. Mas há outros encantos: a segurança, o bom humor, a calma para lidar com os imprevistos, os ânimos mais temperados, os interesses e experiências que a vida acrescentou, tudo isso conta nesta hora. Ao fazermos uma reflexão sobre como foi nossa trajetória, com certeza mudaríamos alguns percursos, agora que sabemos no que elas se transformaram. Se o que nós construímos é mais do que o que achamos que mudaríamos, tentaremos passar nossos conhecimentos às próximas gerações, caso contrário a adolescência dos filhos se torna muito pesada porque invejamos a vida que se descortina à frente deles.




O que será que eles entendem?



A maior dificuldade de lidar com crianças é perceber até que ponto elas conseguem compreender o que estamos falando, e até que ponto estamos lidando com suas fantasias. Nossa compreensão é uma, e a deles é outra completamente diferente.

Como saber o que se passa por estas cabecinhas?

Uma chora porque não quer deixar cortar o cabelo, outra porque não quer entrar no mar. Quando adultos explicam: achava que a espuma das ondas era um monte de pedrinhas e que ia me machucar! Achava que cortar o cabelo doía, e que “tirar a franja” significava cortá-la bem rente.




Síndrome do ninho vazio



Faz tempo que as mulheres equilibram várias funções: mãe, educadora, administradora do lar, cozinheira, enfermeira, professora; mais recentemente motorista e provedora da casa. E claro supervisora de uma dieta saudável e equilibrada.

O trabalho trouxe à vida feminina uma dimensão nova: ela pode contar consigo mesma, pode ser independente dos homens. Não tem mais aquela história de ter que aguentar alguém porque não pode sobreviver sozinha. Pode. E os pais legalmente devem sustentar os filhos até que eles tenham condições de sobrevivência.

Trouxe também a possibilidade de ter amigas, sair para se divertir, ter um grupo fora de casa.




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