Tantrismo Negro


Entre as neves perpétuas do Tibete milenar, carregado de tantas tradições, há várias escolas de tantrismo negro. Infeliz daquele que se afilie a uma delas mais lhe valeria não ter nascido ou atar uma pedra de moinho no pescoço e atirar-se ao fundo do mar. O objetivo básico e fundamental dessas escolas tântricas negras é desenvolver o abominável órgão Kundartiguador, o rabo de satã.

A ioga sexual branca ensina que com o contato dos átomos solares e lunares do sistema seminal no tribeni, perto do cóccix, desperta-se a serpente ígnea de nossos mágicos poderes para iniciar a sua marcha para dentro e para cima pelo canal medular. Os iogues negros do clã dugpas não realizam esse contato dos átomos solares e lunares dentro do organismo, mas fora dele.

Os iogues negros (asura samphata) cometem o crime de ejacular o sêmen (shuhra) durante a Maithuna para misturá-lo com o raja feminino e assim conseguir o contato dos átomos solares e lunares no próprio yoni da mulher.

Não há dúvida que o mais difícil para esses bozos e dugpas de capacete vermelho é reabsorver o licor seminal depois de haverem-no derramado. Nesse processo de reabsorção há uma técnica e uma força de tipo psíquico terrivelmente maligno. O vajroli mudra combinado com a força mental permite aos bozos e dugpas reabsorver pela uretra o licor seminal derramado.

Durante o ato sexual comum e corrente, o animal intelectual derrama milhões de átomos solares de altíssima voltagem, os quais imediatamente são substituídos por milhões de átomos satânicos do Inimigo Secreto, recolhido de dentro dos infernos atômicos do homem através do processo de contração dos órgãos sexuais depois do coito.

Quando o sêmen não é derramado, os átomos solares regressam para dentro e para cima, por Ida e Pingala, multiplicando-se extraordinariamente em quantidade e qualidade.

O Sêmen reabsorvido pelos tântricos negros através da uretra – extraído da vagina – converteu-se de fato num espantoso acumulador de átomos satânicos. Quando esse tipo especial de átomos satânicos tenta subir ao gólgota do Pai (o cérebro), são lançados violentamente contra o cóccix pelos três alentos acásicos que trabalham em Ida, Pingala e Sushumna. Esses átomos seminais malignos precipitam-se por Ida e Pingala lutando violentamente para chegar ao cérebro, porém todo seu esforço é inútil porque os três alentos acásicos os expulsam de volta contra essa região do cóccix onde está o átomo maligno, o qual tem poder para pôr em atividade o abominável órgão Kundartiguador (cauda de Satã).

Em toda pessoa normal, comum, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes permanece encerrada no centro coccígeo, enroscada maravilhosamente três vezes e meia. Quando a serpente sobe pelo canal medular, converte-nos em anjos, porém quando ela desce do cóccix para os infernos atômicos do homem, converte-nos em demônios lunares terríveis e malignos. A serpente subindo é o Kundalini e baixando é o abominável órgão Kundartiguador. Subindo pelo canal medular, é a serpente de bronze que curava os israelitas no deserto; baixando, é a serpente tentadora do Éden, a terrível serpente Píton de sete cabeças que se arrastava pelo lodo da terra e que Apolo irritado feriu com seus dardos.

O abominável órgão Kundartiguador confere aos tântricos negros poderes psíquicos (siddhis) terrivelmente malignos. O abominável órgão Kundartiguador jamais poderia abrir as sete igrejas do Apocalipse, os sete centros vitais da espinha dorsal, porque jamais conseguiria subir pelo canal medular. No entanto, ele põe em atividade as antíteses das sete igrejas, os sete centros malignos ou os sete chacras tenebrosos do baixo ventre.

Os maometanos afirmam que o inferno tem sete portas e que elas existem no baixo ventre; o abominável órgão kundartiguador tem o poder de abrir essas sete portas.

Desenvolver o abominável órgão kundartiguador e por em atividade os sete chacras infernais do baixo ventre equivale, de fato, a converter-se em besta imunda de sete cabeças e dez chifres, sobre a qual se assenta a Grande Rameira, cujo número é 666. Aqueles que cometem o crime de desenvolver o abominável órgão Kundartiguador divorciam-se da trindade espiritual (Atman-Buddhi-Manas) para sempre e afundam nos mundos infernais.

O fogo do Espírito Santo subindo pelo canal medular abre a igreja de Éfeso (o chacra do cóccix), abre a igreja de Esmirna (o chacra prostático), abre a igreja de Pérgamo (o chacra umbilical), abre a igreja de Tiátira (o chacra do coração), abre a igreja de Sárdis (o chacra da laringe), abre a igreja de Filadélfia (o chacra frontal) e abre a igreja de Laodiceia (o lótus das mil pétalas, a coroa dos santos na glândula pineal), terminando com o abominável órgão Kundartiguador.

A cobra maldita, o fogo luciférico, a cauda de satã, abre de fato as antíteses das sete igrejas, os centros infernais do baixo ventre.

O fogo ascendente confere ao Íntimo, ao Espírito, poderes sobre pritvi – o elemento terra – na igreja de Éfeso, poderes sobre apas – água – na igreja de Esmirna, poderes sobre tejas – fogo – na igreja de Pérgamo, poderes sobre vayu – ar – na igreja de Tiátira, poderes sobre akasha – éter – na igreja de Sárdis, poderes sobre a luz com o Olho de Shiva na igreja de Filadélfia e união com o Íntimo na igreja de Laodiceia.

O abominável órgão Kundartiguador, o fogo descendente, ainda que confira ao iogue negro certos poderes mágicos (siddhis), intimamente relacionados com os sete chacras infernais do baixo ventre, converte-se em habitante do mundo subterrâneo, converte-o em escravo dos elementos. Os adeptos da mão esquerda fundaram no hemisfério ocidental muitas escolas de tantrismo negro; essas organizações tenebrosas ostentam sublimes títulos.

Fonte: Samael Aun Weor


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