O parcelamento de terras


Chegou a hora de se acabar com as grandes fazendas. Chegou o instante de se dar fim ao direito da pernada.



Parece incrível que ainda existam em alguns pontos da América Latina grandes latifundiários ao estilo feudal, senhores da forca e do facão com o direito da pernada. (Direito de violar as filhas e as esposas dos trabalhadores). Tudo isso é incrível, porém certo.

O egoísmo humano causa horror. Qualquer pessoa com dinheiro, na América Latina, apossa-se da quantidade de terra que quiser, cerca-a e estabelece limites. Não as trabalha nem deixa que trabalhem nelas. Unicamente goza sabendo que essas terras são de sua propriedade. Há pessoas que se apossaram de dois ou três mil hectares com o bom visto das autoridades. De nada serviriam nestas condições as profundas selvas do Amazonas com as suas terras baldias porque três ou quatro tipos as repartiriam entre si com o bom visto das autoridades.

O egoísmo humano é espantoso. O ser humano por ser demasiado pobre interiormente, busca fora com o que se completar. O eu psicológico só quer acumular, possuir, tornar-se grande e poderoso às custas do próximo, mandar, ter escravos e gente que lhe sirva, explorar os outros, etc. Nestas condições, é absolutamente necessário o parcelamento das terras.

Chegou a hora de se acabar com as grandes fazendas. Chegou o instante de se dar fim ao direito da pernada.

A população humana está aumentando de forma escandalosa e se não se divide as terras, milhões de camponeses ficarão sem trabalho em toda a América Latina. Os trabalhadores do campo quando não têm trabalho invadem as cidades e as cidades não podem lhes dar trabalho.

Precisamos de uma transformação total da humanidade se é que realmente queremos nos salvar. O parcelamento de terras é urgente, como o é também acabar com o direito da pernada e com os grandes latifúndios.

Não falamos de assassinar latifundiários. O que precisamos são de leis que estabeleçam o parcelamento de terras.

Nenhum indivíduo tem mil estômagos. Nenhum indivíduo pode comer mil vezes mais ao mesmo tempo. Nenhum indivíduo é mais do que ninguém para ter direito a possuir vários milhares de hectares seus e muito próprios.

Todos nós seres humanos somos imperfeitos e temos o famoso eu; todos nós temos os mesmos defeitos. Os que não têm defeito numa direção, o têm noutra. Até parece que todos nós fomos cortados pela mesma tesoura. Todos comem... comemos, bebemos, deveremos morrer e nossos corpos apodrecerão. Ninguém tem privilégios especiais, logo ninguém tem por que ser mais do que ninguém nem é mais do que ninguém. Portanto, é absurdo que qualquer dom fulano ou dom sutano converta-se em latifundiário e se faça adorar como um deus e que goze ainda em seus domínios do direito da pernada.

Há que se parcelar as terras porque a terra é de quem a trabalha.

Fonte: Samael Aun Weor


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