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Temer dá R$ 17 de aumento no salário mínimo: o menor reajuste em 24 anos


Salário mínimo passa a ser de R$ 954 em 1º de janeiro de 2018

Desemprego atingiu 12,6 milhões de trabalhadores em novembro / Arquivo CUT



O ano de 2018 começa com a entrada em vigor do novo valor do salário mínimo: R$ 954, conforme decreto assinado pelo presidente golpista Michel Temer. Trata-se de um aumento de R$ 17 (equivalente a 1,81%) na comparação com o atual valor: R$ 937. É o menor reajuste em 24 anos, segundo dados da série histórica de análises do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O novo salário mínimo, que passa a valer em 1º de janeiro de 2018, é ainda R$ 11 menor do que o previsto inicialmente no orçamento de 2018, aprovado no Congresso no valor de R$ 965. Para o reajuste, o governo seguiu a previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Enquanto isso, o trabalhador amarga 68% de elevação acumulada do preço do gás de cozinha desde junho.

Segundo o Dieese, o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 3.731,39 “para suprir um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”.

Desemprego

As notícias de retrocessos para o trabalhadores com o governo golpista só crescem. Esta semana também foi divulgado que o desemprego atingiu 12,6 milhões de trabalhadores no mês de novembro, quando entrou em vigor a Lei Trabalhista de Temer.

O país fechou quase 13 mil vagas com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) alertou que o cenário se deve ao fato de as empresas abrirem mais vagas de empregos sem carteira assinada com a nova legislação, ou seja, sem direito a férias, FGTS, INSS, seguro-desemprego etc.

A vice-presidente da CUT, Carmen Foro, completa: “em momentos de crise econômica, o país nunca gerou vagas de trabalho reduzindo gastos públicos, em especial com saúde e educação como o golpista está fazendo desde que assumiu, e restringindo ou acabando com políticas sociais”.

* Com informações da Agência Brasil e Portal CUT.

Edição: Beatriz Buschel

Fonte: Brasil de Fato




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Código da Notícia: CNRN0301181