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FBI escancara sua atuação na Lava Jato


Em evento que reuniu nesta semana agentes do FBI, autoridades do governo federal e mais de 200 empresários em São Paulo, os investigadores americanos demonstraram orgulho de auxiliar o Brasil, desde 2014, a operação Lava Jato; "Não é melhor que isso. Nosso relacionamento com o Brasil é o modelo de colaboração entre países contra crimes financeiros", disse Leslie Backschies, representante do FBI para programas internacionais de cooperação; Estados Unidos são um dos maiores beneficiados com os efeitos da Lava Jato, com a entrega de campos do pré-sal brasileiro e o pagamento de R$ 10 bilhões pela Petrobras a fundos americanos



As relações entre os Estados Unidos e a operação Lava Jato começam a ficar mais evidentes. Evento da ICC Brasil nesta semana reuniu agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI), autoridades do governo federal, como o diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, e o corregedor-geral da União, Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega, e mais de 200 empresários para discutir práticas de compliance e os programas de cooperação entre Brasil e Estados Unidos em investigação de crimes de fraude, de corrupção e de lavagem de dinheiro.

Um dos destaques dos debates foi o trabalho conjunto das polícias brasileira e norte-americana, em especial nas recentes investigações de lavagem de dinheiro. Leslie Backschies e Christopher Delzotto, representantes do FBI para programas internacionais de cooperação, destacaram o modelo estabelecido com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal brasileiros. "Não é melhor que isso. Nosso relacionamento com o Brasil é o modelo de colaboração entre países contra crimes financeiros ", completou, destacando que trata-se de um projeto de longo prazo. "Estamos apenas começando. Temos o quadro certo, a vontade e os fundos para continuar trabalhando juntos".

O FBI se orgulha da cooperação internacional para combate à corrupção no Brasil, que aponta como exemplo para o mundo inteiro. O órgão do governo americano reforçou o time que investiga possíveis casos de corrupção em solo brasileiro em 2014, antes de a operação "lava jato" se tornar conhecida do grande público.

A cooperação internacional levou, por exemplo, a “lava jato” — investigação que levou diversos empresários para a prisão e é tida como fator decisivo para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff — a cerca de 50 países.

Em 2014, após uma reunião do grupo anticorrupção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em Paris, onde representantes do Brasil falaram sobre esforços que estava sendo feito para combater a corrupção no país. Os Estados Unidos resolveram ampliar a equipe no Brasil especializada em Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) — lei de combate à corrupção no exterior.

Fonte: Brasil 247


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