Escolha seu caminho, ou a vida escolherá por você - Dra. Isabel Martins

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Escolha seu caminho, ou a vida escolherá por você


É chegado o tempo de tomar um novo caminho, criar uma nova vida, ou mesmo um novo mundo. Mais do que somente um novo olhar sobre aquilo que conhecemos, é preciso “transformar esse velho mundo e fazer florescer uma nova era”.

Quando ouvimos isso podemos pensar que existem apenas alguns momentos em que podemos criar novas possibilidades. Mas não, não é necessária uma data especial para viver ou para renascer. O tempo de viver é agora! O tempo de experimentar, compartilhar e realizar o que somos é agora, e podemos começar aonde quer que estejamos.

É o significado que dá valor às coisas, aos momentos, às escolhas. Quando encontramos o nosso caminho, de alguma forma descobrimos uma força que nutre nossos sonhos, nos impulsiona, nos ampara. É nosso Destino. A força que mantém a nossa própria vida nos protege e nos guia nesse caminho.

Você já observou como não é raro que uma série de eventos conectados aconteça pra que você se dê conta de algo que já estava ali, especialmente pra você, mas simplesmente você não tinha dado a devida atenção para poder ter visto antes, ou precisava concluir outras etapas e metas nesse caminho para alcançá-lo?

Mesmo com tudo isso, por que será que, muitas vezes, é tão difícil nos manter atentos e confiar nos sinais que a vida nos mostra?

Costumamos desconfiar muito mais do que confiar, mesmo que seja em nós mesmos e em nossas potencialidades. Costumamos rejeitar novas possibilidades, ou evitar novos caminhos para chegar a um mesmo objetivo desejado. Muitas vezes, esperamos ou acreditamos mais facilmente nas possíveis fatalidades e até renegamos nossas próprias escolhas, nossas tomadas de decisão, e desperdiçamos a chance de mudar um caminho ou aproveitar uma oportunidade.

Toda mudança traz consigo a exigência de fazer escolhas, por vezes a necessidade de impelir esforços ativos de nossa parte para que se realize. Há riscos, mas os riscos são inerentes, são parte da própria vida. Sem correr alguns riscos, não se pode conquistar nada.

Por exemplo, a ideia de que o mundo iria acabar há poucos dias atrás levou muitos ao colapso, a antecipar um fim ou a desistir de lutar por dias melhores, desperdiçando a oportunidade de reconhecer grandes valores, rever conceitos e escolhas, atitudes e suas consequências. E, observe, desistir de tomar uma decisão não nos protege de correr riscos, simplesmente entregamos a escolha ao que quer que aconteça.

Mas, por outro lado, também estão ocorrendo muitos despertares e grandes tomadas de consciência naqueles que já estavam predispostos a renunciar velhas rotinas, ou uma vida com pouca motivação e felicidade. É preciso tomar a frente na construção de uma nova forma de viver, uma forma de viver mais e melhor.

Não precisamos nos tornar uma nova espécie, mas podemos descobrir que nosso mundo, nossa vida, pode ser o palco da realização de potenciais mais nobres. Precisamos ressuscitar a confiança, a coragem, a esperança e a fé. A confiança em nós mesmos e nos propósitos da vida, a coragem para arriscar descobrir que somos capazes de realizar nossos propósitos, a fé para saber que tudo o que precisamos está ao nosso alcance, está nos aguardando, nos procurando ou mesmo vindo em nossa direção. E a esperança pura de que possamos ter a bênção de compreender ou pelo menos a humildade de aceitar o sentido disso tudo.

Quantas vezes caímos e conseguimos levantar? Estamos aqui, isso tem um porquê. E por mais que não tenhamos certeza disso na maior parte do tempo, o que nos acontece depende de nossas escolhas perante as experiências e suas possibilidades, de nossa persistência, nossa dedicação a viver cada dia e também de nossa capacidade de acreditar de novo e de nos reerguer depois de uma decepção.

Por que será que tantas vezes nos sentimos impotentes diante da dor, da rejeição, do sofrimento?

Por que é tão difícil lembrar dos grandes ensinamentos que recebemos, para aplicá-los naqueles momentos intensos em que vivemos as maiores provações?

Aceitar perdas não demonstra fraqueza, quando aproveitamos essas oportunidades para reconhecer o aprendizado que está associado a elas e assim podemos descobrir como evitar o que depende de nossas escolhas e atitudes. Também aprendemos assim que não podemos mudar ou evitar tudo o que nos acontece. Frequentemente há motivos maiores para termos que passar por certas experiências, ou esperar mais do que gostaríamos para realizar o que desejamos muito, ou ainda abrir mão de algo que nos seja importante, mesmo antes de reconhecermos o que nos virá em troca. Tantas vezes, não compreendemos esses motivos no momento em que estamos passando por essas experiências.




Não podemos desistir de sermos nós mesmos, experimentar, escolher e aprender com as nossas experiências, passar por nossas próprias provas e realizar o que é nosso papel nessa vida. Rejeitar nossa responsabilidade pelo nosso próprio destino, tentar dificultar ou impedir sua realização, são importantes causas do sofrimento que muitos de nós experimentamos.

Talvez não haja mesmo um fim ou um ponto exato para uma chegada, pois quando alguma experiência se conclui, podemos passar a seguir novos percursos e a viver novas possibilidades. Mas, quando encontramos o que nos faz sentir plenos, algo que nos realiza, podemos sim escolher preservar, proteger, dedicar nossa atenção e manter.

Eu acredito nesse propósito da vida: nos permitir escolher trilhar um caminho que tenha significado para nós. Afinal, essa é a história que vamos contar, que vai mostrar o sentido e o valor da nossa passagem por aqui, a nossa “Missão”, o nosso “Propósito”, o nosso “Dharma”, a nossa “resposta para as grandes questões da existência”.

Que cada um de nós possa dizer:

Sim, valeu a pena! Não passei em vão, não desperdicei as oportunidades de ser tudo o que eu podia, de amar e ser amado sem limites, de sonhar sem culpa, de lutar e construir cada pedaço do meu caminho junto daqueles com quem compartilhei de verdade.

Fonte: Revista Novos Rumos Ciência & Saúde






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