Grandes valores na sociedade humana - Dra. Isabel Martins

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Grandes valores na sociedade humana


É preciso humildade, tolerância e paciência para admitirmos, aceitarmos e entendermos nossas fraquezas, nossas falhas, ou nossa dificuldade de lidar com as frustrações, sejam estas em nós mesmos ou naqueles que estão de algum modo ligados a nós. Viver entre outras pessoas requer um tanto de senso, percepção, capacidade de comunicação, e uma constante autoanálise. É sempre muito fácil simplesmente ceder a um impulso de julgar o outro. A força inata que nos impele a comparar, a nossa racionalidade, provoca o julgamento como consequência lógica da comparação.

Daí surgem questões como justiça, merecimento, intenção e medida de consequências daquilo que fazemos, perante o que pensamos ou sentimos, desejamos ou no mínimo esperamos. Lançamos no outro expectativas, culpas e provações, sem nos darmos conta de que também somos sujeitos de nossas atitudes e precisamos assumir nossa parcela de responsabilidade pelo que escolhemos, pelo que pedimos ou ofertamos, pelo que ajudamos a construir ou transformar nas relações interpessoais.

Perante algo ou alguém que nos intimida, amedronta, fere ou ameaça, sentir desconforto é normal. Sentir bem estar na presença de alguém que desperta em nós confiança, calma, inspiração, admiração, conforto ou segurança, também é natural. O modo como nos expressamos, seja pelo desconforto seja pelo bem estar, vai ser influenciado tanto pela nossa personalidade quanto por nosso caráter. Somos movidos pelo que pensamos, pelo que sentimos, pelo que aprendemos pelas experiências construindo e moldando assim nossa personalidade. E também pelo construímos como nossos valores pessoais, éticos e morais, os quais trazem o fundamento daquilo que chamamos de caráter.

Quando experimentamos, nas interações sociais, expressões, percepções ou sentimentos conflituantes, opiniões ou atitudes divergentes, somos desafiados a lidar com o que pode nos desagradar. Nesses momentos, as emoções que provocam respostas de autodefesa, negação, repulsa ou crítica são mais frequentes.

O modo como reconhecemos isso e como vamos nos posicionar ou expressar perante os outros vai ser também reflexo do nosso caráter, que pode inclusive guiar nossas intenções e provocar nossas ações. Alguns respondem oferecendo oportunidades para aprendizado e para minimizar os conflitos. Enquanto atitudes depreciativas ou mesmo ofensivas podem vir de pessoas que tem diferentes valores ou mesmo ainda não firmaram uma base própria de princípios fundamentados em ética, boa moral e bom senso no trato social.




Não se pode exigir que todas as pessoas compreendam, desenvolvam e demonstrem esses ou aqueles valores pessoais específicos. Assim, nas interações com os outros irão surgir confrontos e, a partir daí, naturalmente, consensos ou conflitos. Saber lidar com isso é o grande aprendizado numa sociedade de qualquer espécie. Aceitar que somos diferentes, que devemos respeitar a liberdade de cada um sem ferir seus direitos essenciais, e que isso pode promover nossas possibilidades de crescimento em sociedade, são compreensões que podem vir também com o amadurecimento.

Tratar um conflito interpessoal com justiça, isenção ou imparcialidade, é algo esperado para aqueles de bom caráter, mas ainda parece uma questão bem complexa a ser posta em prática nas nossas sociedades, até porque exige o comprometimento essencial de cada um e de todos em prol de aprender a lidar melhor com impulsos e emoções impregnados em nosso instinto.

Precisamos encarar o desafio de nos dedicar a buscar constantemente um equilíbrio entre o bem estar social e o bem estar individual, entre a liberdade de escolher, experimentar e expressar o que se pensa. Ainda que as opiniões individuais sejam muito diversas, o respeito para com os limites éticos e morais, sutis ou não, são necessários para nossa vida em sociedade.

Fonte: Revista Novos Rumos Ciência & Saúde






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Código do Artigo: IM3110153




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