Ação da Vitamina D na saúde óssea - Dra. Sandra Marenco

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Ação da Vitamina D na saúde óssea


A vitamina D exerce importante papel na manutenção da saúde óssea; podemos obtê-la através do contato com o sol ou pela ingestão de alguns alimentos, sendo que no mínimo 80% das necessidades diárias são supridas com a exposição solar. Quando sintetizada através da pele, uma molécula precursora existente na mesma, sob a ação dos raios ultravioletas, transforma-se numa forma inativa da vitamina D. Quando ingerida através dos alimentos é absorvida com as gorduras no intestino, com auxilio da bile. Ambas as formas são transportadas pela corrente sanguínea até o fígado e transformadas em sua forma ativa. Os principais locais de armazenamento são o fígado, pele, cérebro, ossos.

A vitamina D interfere na regulação dos níveis séricos do cálcio e fósforo, na mineralização óssea das crianças e na manutenção e fortalecimento dos ossos e dentes dos adultos. Importante na prevenção de fraturas e tratamento da osteoporose, osteomalacia, raquitismo e hipocalcemia, além de aumentar a imunidade (auxilia na produção de substâncias do sistema imunológico, melhorando a defesa do organismo). Pode ajudar no tratamento de doenças autoimunes (artrite reumatoide, esclerose múltipla). Tem ação no controle da pressão arterial e no diabetes tipo II promovendo uma melhora cardiovascular.

Carência da vitamina D: pode gerar raquitismo, osteoporose (pela diminuição na absorção do cálcio), irritabilidade nervosa, fraqueza muscular, deficiência da função da tireoide e paratireoide. Além das fases da infância e adolescência, é importante avaliar também os níveis séricos da vitamina D nas mulheres pós-menopausa e no idoso, pois a carência pode reduzir a absorção de cálcio, tendo como consequência a osteoporose e risco de fraturas.

O que causa a deficiência da vitamina D: baixa exposição ao sol; envelhecimento (diminuição da capacidade do corpo em produzir a vitamina); uso contínuo de protetor solar (o uso do protetor deve ser orientado por profissional); algumas doenças crônicas (rins e fígado participam da produção da vitamina); obesidade (a vitamina D deposita-se no tecido adiposo e não circula suficientemente no sangue); uso prolongado de alguns medicamentos; dieta deficiente da vitamina ou problemas na absorção de gorduras na dieta.

Recomendação diária: a ingestão diária recomendada de vitamina D para indivíduos de 1 a 70 anos é de 400 UI/dia, e acima de 70 anos é de 600 UI/dia. A suplementação medicamentosa deve ser sempre indicada e supervisionada por profissional.




Fontes: Exposição ao sol – dez ou quinze minutos de banho de sol (pelo menos três vezes na semana), antes das 10 horas e após as 16 horas – sem protetor solar nos braços e abdômen – são suficientes para suprir as necessidades. Alimentação - encontrada em quantidades pequenas no óleo de fígado de bacalhau, cogumelos, ostras, peixes gordurosos de águas frias e profundas (salmão, sardinha, atum), gema de ovo, queijo, semente de girassol, gérmen de trigo, leite e derivados fortificados (manteiga e iogurtes).

Atualmente na prática clínica encontramos um índice muito alto de pessoas (jovens, adultos, idosos) com taxas abaixo dos níveis adequados, sejam por carências na alimentação, dietas excessivamente restritas ou ainda pelo temor de abusar da exposição ao sol. As oscilações de clima também interferem nessa deficiência (verão com temperaturas excessivas ou invernos muito chuvosos ou nublados – que acabam reduzindo a exposição ao sol). É importante dosar os níveis desta vitamina regularmente, para uma terapêutica adequada.

Tenha um bom nível de vitamina D no seu corpo, com ossos sempre saudáveis – tome sol de forma adequada, alimente-se bem e pratique exercícios físicos regularmente.

Fonte: Revista Novos Rumos Ciência & Saúde






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