Será que podemos estar vivendo dentro de um sonho induzido?


Por Silvia Malamud



Você sabia que apesar de estar acordado, se não estiver consciente do momento presente pode estar transitando pela vida como se estivesse sonhando?

A noção de realidade induzida conseguiu chegar ao ápice da bizarrice nestes dias. A sorte é que dessa vez inúmeras pessoas ficaram chocadas com tamanha incongruência.

A propaganda em si tem o poder e a maestria de literalmente guiar cabeças e pensamentos para direcionamentos dos mais diversos.

Quem quiser pesquisar sobre o tema, facilmente encontrará numerosos escritos de como que esse poder vem sendo utilizado ao longo da nossa história.

Ao que parece, a grande questão da nossa atualidade, porém, está na linha vermelha evocada nos assuntos que visam direcionar o povo para determinados tipos de comportamentos, sejam eles educacionais ou de consumo. Expresso como linha vermelha tudo aquilo que foge do padrão do razoável de se engolir como possibilidade real de aceitação.

O ser humano tem como uma de suas principais características o fato de ser imensamente criativo. Normalmente gosta de criar e costuma se encantar com todo tipo de criações, talvez por isso mesmo que algumas propagandas tenham o poder de fazer tanto efeito e pelo mesmo motivo que muitas ficam guardadas como memórias saudosas de determinados tempos. E mesmo que nelas estejam embutidos direcionamentos, o modo como a arte foi dinamizada fez valer a pena. Quem não se lembra de alguma propaganda de infância, como aquela que falava Você se lembra da minha voz? Continua a mesma... mas os meus cabelos... ou aquela que cantava: Já é hora de dormir, não espere mamãe mandar, um bom sono pra você e um alegre despertar... e com isso o produto a ser veiculado era apresentado e referido. Ainda por cima disso tudo, havia espaço para um direcionamento educacional, no caso aqui, de obediência à autoridade materna.

A propaganda bem elaborada, mesmo que direcionando cabeças, de algum modo, sempre esteve a favor do politicamente correto sem ferir éticas conquistadas.

A responsabilidade dos fazedores de cabeças é enorme, e se pensarmos amplamente, em algum aspecto, todos nós somos fazedores de cabeças, das nossas e da de outros.

Quando estamos suficientemente despertos, porém, podemos barrar o que não nos faz bem e o que não é adequado aos nossos sistemas de valores. Também podemos reclamar inclusive mudando o rumo das coisas quando não compactuamos com o que pode nos ferir a ponto de nos hipnotizar nos levando à condição de zumbis que se esquecem de si mesmos, na medida em que apagam de suas memórias que algum dia tiveram um olhar de observador.

Seria um serviço para humanidade de todos nós, independente da profissão ou do estilo de vida que temos, que pudéssemos dedicar um tempo diário para entrarmos em contato com nós mesmos, respirando profundamente, ampliando a percepção de que podemos desgrudar de algumas telas vivenciais que são apenas ilusão, maya.

Quanto mais despertos, melhor!

Silvia Malamud é colaboradora do Site desde 2000. Psicóloga Clínica, Terapias Breves, Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting - David Grand PhD/EUA. Terapia de Abordagem direta a memórias do inconsciente.

Tel. (11) 99938.3142 - deixar recado.

Autora dos Livros: Sequestradores de almas - Guia de Sobrevivência e Projeto Secreto Universos.


Fonte: Somos Todos Um


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