Fascismo


O termo fascismo vem da palavra fascio que tem sua origem no termo latino fascis, cujo significado é o machado no centro, símbolo da divindade. Na antiga Roma dos césares ilustres, o machado representava a autoridade dos lictores e da força na unidade.



Não podemos afirmar que o fascismo tenha realmente uma doutrina. Todas as suas teorias provêm de diversas doutrinas filosóficas de diferentes épocas. Não há uma unidade verdadeira, uma verdadeira ligação intelectual, uma verdadeira congruência lógica, entre todas essas teorias do fascismo. O fascismo é unicamente um movimento oportunista sem ideologia definida de espécie alguma. A incongruente doutrina fascista foi modelada de cima, do poder, por isso é totalmente direitista e extremista. Se examinarmos as ideias fascistas, encontraremos nelas o sabor do poder, o sabor do orgulho e da soberba.

O eu quer poder, mando, dignidades, hierarquias, dinheiro, senhorios, etc. O eu quer que todo o mundo lhe faça a barba, lhe renda vassalagem, lhe preste homenagens, etc. O eu quer que todo mundo o anuncie, o aplauda, o venere, etc.

O fascismo considera a desigualdade de classes benéfica, crê que só os melhores, isto é, os mais astutos, os mais cínicos, os mais orgulhosos, etc., têm o direito de governar. O fascismo é 100% totalitário e somente entrega o direito de mando as suas elites aristocráticas poderosas, soberbas e astutas. O fascismo quer atos de heroísmo e de renúncia às comodidades, mas com um único objetivo: a vida do império.

O eu é muito esperto. O delito também se esconde por entre o incenso da oração. O eu veste-se de santo e herói no fascismo. É curioso de se ver o herói fascista. Ele renuncia às comodidades com o propósito de criar um império a fim de ser poderoso, de crescer, de receber vassalagem e homenagens. Isso é grandioso e até divino, mas é claro que dentro de tudo isso se escondem objetivos inconfessáveis.

No sistema fascista, o indivíduo não tem a menor importância. Para o fascismo, o importante é o estado. Mussolini disse: o estado é onipotente, onipresente e onisciente. O duce é o chefe supremo, uma espécie de semideus, o sumo de toda hierarquia, a síntese da pátria, do exército e da nação.

Cada um dos departamentos da organização estatal corresponde de fato e de direito a um organismo do partido fascista, porém o duce é quase o próprio deus.

O principal objetivo do fascismo na Itália foi ressuscitar o império romano. Uma tremenda reação do povo italiano pôs fim à vida do duce Mussolini. Então, toda a estrutura do partido ficou sem sentido, sem mística, e caiu no chão convertida em poeira cósmica. Mussolini, o augusto membro da tenebrosa fraternidade, não foi senão um sonhador fantástico que fascinou às multidões. Ele quis ressuscitar em pleno século XX o antigo império romano. A ambição, a cobiça, o orgulho e a soberba de Mussolini não tinham limites. Assim é o eu psicológico. O eu de Mussolini era, melhor diríamos, é, porque sua recordação continua, terrivelmente monstruoso.

Mussolini foi um ídolo de barro que caiu fulminado pelo terrível raio da justiça divina. O duce quis tirar os insolentes césares dos tempos antigos de seus milenares sepulcros para que lançassem de novo sobre este infeliz mundo seus raios e anátemas, porém os césares mortos sorriram do fundo da negra sepultura com uma fatal e horrível careta. A ambição do eu psicológico de Mussolini quis ressuscitar um império desaparecido e caiu não com o luxo altaneiro e até olímpico de uma águia ferida no banquete sangrento de um campo de batalha ou tampouco como um majestoso condor dos Andes ferido de morte por um raio, Mussolini caiu no lodo como um porco e as multidões que o pisoteavam sem misericórdia alguma gritavam: Mussolini, te converteste num porco.

Realmente, o eu psicológico com todo seu orgulho, ambição, cobiça, violência, etc., é um porco imundo que se revolve no lodo. Infelizmente, temos de reconhecer que é muito difícil se adquirir a virtude da humildade. Esta virtude é uma flor muito exótica. Basta se dizer: eu sou muito humilde para já não sê-lo. Somente tendo-se a coragem de reconhecer a vergonha de todo nosso orgulho e sua miserável nadidade é que realmente se poderá chegar a possuir essa exótica flor da humildade.

O orgulho chega até a se disfarçar com a túnica da suprema humildade. Conhecemos magistrados, grandes intelectuais, grandes senhores, vestindo-se com uma humildade desconcertante, comportando-se com uma modéstia assombrosa, porém quando alguém os reptou intelectualmente, responderam à provocação com um orgulho assombroso. Ás vezes, o orgulho gosta de se disfarçar com a velha túnica de Arístipo. Velha túnica cheia de remendos, mas com ela o orgulho goza aparecendo por entres os rasgões. O orgulho não tem base; ele é uma estátua sem base.

Cada um de nós foi criado pela natureza com um único propósito: servir de brinquedo mecânico. O animal intelectual chamado homem é um brinquedinho mecânico que recolhe inconscientemente as forças cósmicas que vêm do universo infinito, as transforma e as passa às camadas interiores do organismo terrestre. A Terra precisa dessas forças e o homem é a maquinazinha que as recolhe e transforma inconscientemente.

A humanidade é um órgão da natureza. Isso é tudo! Portanto, o orgulho é néscio e absurdo. Ninguém é mais do que ninguém. Todos nós míseros animais intelectuais somo míseros brinquedos mecânico controlados pelo eu psicológico.

Mussolini foi um néscio ambicioso e orgulhoso. Quis ressuscitar o império romano através da esperteza e da violência. Caiu com um porco no lodo. Morto o duce, a estrutura do partido ficou sem sentido, sem mística, e caiu como uma torre fulminada que se converteu em pó.

Fonte: Samael Aun Weor


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