O primeiro círculo infernal ou da Lua


Esta região submersa corresponde ao “Limbus”, o Orco dos clássicos, citado por Virgílio, o poeta de Mântua.



Esta zona mineral se acha vivamente representada por todas as cavernas do mundo que, unidas astralmente, vêm complementando a primeira região submersa.

Diz Dante, o velho florentino, que em tal região encontrou todos aqueles inocentes que morreram sem haver recebido as águas do batismo. Deve-se entender tudo isto de forma estritamente simbólica.

Se nós estudamos cuidadosamente o Ramaiana, o livro sagrado dos indostânicos, com assombro místico podemos evidenciar o fato contundente e definitivo de que o Sacramento do Batismo é muito anterior à era cristã.

No Ramaiana podemos verificar o insólito caso de Rama, que certamente fora batizado por seu guru.

Inquestionavelmente, ninguém recebia, nos antigos tempos a água batismal sem haver sido, antes, plenamente instruídos sobre os mistérios do sexo.

É, pois, o Sacramento do Batismo um pacto de magia sexual.

Resulta extraordinário que, ao ingressar em qualquer escola de mistérios, o primeiro que se recebia era o Sacramento do Batismo.

É indispensável, é urgente transmutar as águas puras de vida no vinho de luz do alquimista. Só assim é possível lograr a auto-realização íntima do Ser.

No Orco dos clássicos, no Limbo, encontramos muitos homens ilustrados que morreram sem haver recebido as águas do batismo.

Equivocados sinceros, cheios de magníficas intenções; porém equivocados. Pessoas que creram possível a liberação sem necessidade da magia sexual.

Assim, pois, na primeira região sublunar, debaixo da epiderme deste planeta em que vivemos, moram, frios e sepulcrais, os defuntos.

Sente-se verdadeira tristeza, suprema dor ao contemplar tantos milhões de desencarnados, vagando com a Consciência adormecida na região dos mortos.

Vede-os aí, como sombras frias, com a Consciência profundamente adormecida, como espectros da noite!

As sombras dos mortos vão e vêm por todas as partes, no primeiro círculo dantesco. Ocupam-se das mesmas atividades da vida que passou; sonham com as recordações do ontem; vivem totalmente no passado.

A primeira região submersa é como a ante-sala do inferno. Obviamente vivem ali as sombras de nossos seres queridos; milhões de seres humanos que jamais transmutaram as águas seminais no vinho de luz da alquimia.

São poucas aquelas Essências, aquelas almas que, depois da morte, logram realmente umas férias no mundos superiores.

É indubitável que a maior parte dos seres humanos retorna de imediato a um novo organismo humano, passando uma temporada no Limbo, antes de se reincorporar novamente.

Não obstante, devido ao estado crítico em que atualmente vivemos, inumeráveis falecidos submergem definitivamente nos mundos infernos, passando pelas esferas tenebrosas da Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A última destas regiões é definitiva. Ali passam os perdidos pela desintegração final, a morte segunda, tão indispensável. Graças a esta espantosa aniquilação, a Essência, a alma logra liberar-se das regiões do Tártaro, para ascender à superfície planetária e reiniciar uma nova evolução que haverá de recomeçar, inevitavelmente, desde o reino mineral.

Fonte: Samael Aun Weor


Acompanhe Portal Novos Rumos no Twitter e no Facebook.






Comentários:



Todos os comentários são moderados, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores.

Código da Notícia: NE0711192