Terceiro Círculo Infernal ou de Vênus


Amigos, vamos conferenciar sobre os infernos venusianos, situados, nas infradimensões da natureza, debaixo da epiderme da Terra.



Trata-se de uma região muito mais densa que as duas anteriores, muito mais grosseira, porque cada átomo de matéria contém, em seus interior, 288 átomos do Absoluto.

Obviamente, trata-se de átomos mais pesados e, portanto, a materialidade é muitíssimo maior. Ademais, o próprio fato de estar governada por 288 leis faz de tal zona subterrânea algo demasiado complicado e espantosamente difícil e doloroso.

Observemos, cuidadosamente, as cantinas, os cabarés, os prostíbulos, etc., etc., em nosso mundo tridimensional de Euclides.

Inquestionavelmente, a sombra vital de tudo isto, o aspecto sinistro das grandes orgias e bacanais, podemos encontrá-lo na esfera submersa de Vênus.

Aqueles que viveram sempre de orgia em orgia, de cantina em cantina, submergidos no lodo dos grandes festins, banquetes e bebedeiras, sabem muito bem o que se sente depois de uma noite de farra. Muitos, querendo afogar no vinho o estado desastroso em que ficam depois de uma bebedeira, continuam pelo caminho do vício até chegar à catástrofe total de seu organismo.

Ampliando esta questão, aprofundando um pouco mais este tema, posso afirmar , de forma enfática, que, depois do prazer, vem a dor.

Agora poderão explicar, por si mesmos, qual há de ser a vida ou como há de ser a existência das almas perdidas na região submersa de Vênus.

Com justa razão, Dante encontrou, nos abismos submersos do terceiro círculo infernal, chuva incessante, frio espantoso, lodo, águas negras, podridão, etc. Não obstante, os defuntos, nestas regiões, escutam com horror os espantosos latidos de Cérbero, o cachorro infernal. Simbólico cão que, com suas três fauces cruéis, representa as paixões animais sexuais violentas, luciferinas, fora de todo o controle.

Ali, os prazeres da velha Roma dos césares, convertidos em resultados fatais. Ali, Petrônio, que morrera no meio do bulício e da festa, amado por todas as mulheres e coroado com rosas e lauréis. Ali, a poetisa Safo, que cantara todos os degenerados de sua época. Ali, a lira de Nero, feita em pedaços, e os orgulhosos senhores dos grandes festins.

Grotesca morada dos heliogábalos, glutões famosos, verdadeiros pavões reais, resplandecendo gloriosos nos antigos bulícios.

Que foi de seus corpos de fino bacará? Em que ficaram as espadas dos cavalheiros, seus juramentos de amor, os beijos de sua dama, suas doces palavras, o aplauso dos convidados, as lisonjas, os louvores, as régias vestiduras, o perfume das damas, os bailes soberbos, as macias alfombras, os brilhantes espelhos, os régios poemas, a púrpura maldita e as belíssimas sedas?

Agora, só a pestilência do mundo soterrado, onde Ciacco profetizara a Dante a queda do partido vitorioso na bela Florença e o triunfo dos humilhados, os quais, depois, novamente vencidos, foram dominados de forma ainda mais tirânica pelos primeiros. Abominável zona de amarguras, onde este poeta, discípulo de Virgílio, de forma insólita, pergunta por Farinata e Tegghiaio, que foram tão dignos, e por Jacobo Rusticcusi, Arigo e Mosca e por outros que se dedicaram a fazer bem e que agora moram em regiões ainda mais profundas dos mundos infernos.

Muitos equivocados sinceros involucionando espantosamente nessas regiões abismais, pessoas que alegraram com sua lira as salas fastuosas dos grandes senhores, formosas donzelas virtuosas que cantaram poemas, infelizes bebedores de vinho nos subúrbios das cidades, etc., vivem, agora, nestes infernos do terceiro círculo dantesco.

Todo aquele que esgotou o ciclo das 108 existências ingressa na involução submersa dos mundos infernos, se não logrou a auto realização íntima do Ser.

Fonte: Samael Aun Weor


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