Consciência e Inconsciência


O simples fato de dividir nossa natureza interior em Consciente e Subconsciente está indicando algo anormal em nós. Sabemos que saímos perfeitos das mãos do Criador; logicamente teríamos somente uma natureza consciente, o que indica, claramente, que nosso subconsciente está formado por uma série de agregados psicológicos anormais, que não tem nenhuma relação com a natureza.



Nossa consciência adormeceu em 97%, e, durante as horas chamadas de vigília, quando nos consideramos “acordados”, somente participamos de uns 3% de consciência; quando afirmamos “estou consciente de mim mesmo”, embora pareça estranho, fazemo-lo, somente, com esses 3% de consciência. Com essa porcentagem limitada, nos dedicamos às nossas atividades diárias. E, devido ao esmagador 97% de inconsciência, vivemos fascinados com tudo o que nos rodeia, envolvidos em um hipnotismo coletivo, fazendo uma coisa e pensando, ao mesmo tempo, em várias outras, em nossas lembranças, divagações, ilusões, desejos, prazeres, projetos, etc. Num desfile interminável, nossos pensamentos sucedem-se, indistintamente, entre nosso presente, passado e futuro. Somente uma força exterior, um barulho, alguém que chama, ou algo que, poderosamente nos atrai, tira-nos daquela fascinação, e nos submerge em outra que, nesse momento nos chama atenção; e uma nova procissão de pensamentos, recordações e projetos, desfilam pela tela de nossa mente.

Por isso, quando vamos desfrutar de nosso descanso diário, quando nosso corpo físico dorme para recuperar as energias perdidas, não percebemos que algo escapa do nosso corpo, e esse algo é, precisamente, o NÓS MESMOS, envolvidos em nosso veículo ASTRAL, corpo sutil, imperceptível aos olhos físicos, mas totalmente perceptível aos olhos do clarividente. É ali, na quinta dimensão, no ASTRAL, unidos a nosso corpo pelo cordão de prata, ou ponte de Antakarana, como o chamam os orientais, permanecemos durante horas de sono, repetindo, interminavelmente, nossas lembranças, desejos, paixões, etc., como uma extensão do desfile diário.

Como na Quinta Dimensão não existe o tempo nem o espaço, vivemos com mais amplitude de “tempo” e de “distância” muitas experiências, submergimo-nos no remoto passado, “vivendo” outras épocas, outros costumes, vestindo outros trajes e, em distantes lugares que nunca visitamos, porém, tão “conhecidos” durante nossa experiência ASTRAL; ou nos transladamos ao próximo, ou longínquo futuro, e viemos determinadas cenas que, ao retornar a nosso corpo físico, recordamos como sonhos. Porém, ao passarem os dias, ou os anos, na vida real, acontecem em todos os seus detalhes, tal qual como sonhamos.

Esta é a razão pela qual, algumas pessoas, podem predizer acontecimentos futuros, relacionados com alguns fatos importantes de sua vida ou do mundo. E, em casos especiais de grandes personalidades de CONSCIÊNCIA DESPERTA, como os construtores da grande Pirâmide, em que se predisse a “História” da futura humanidade, com muita antecipação e luxo de detalhes, tais como: A manifestação do Grande Mestre Jesus, o Cristo, dois mil anos antes: Acontecimentos de fatos como a primeira e segunda Guerra Mundial e outros; tudo estampado na dura pedra. Predições que se semelham às de Nostradamus, e às daquele, ainda mais famoso, o Grande Clarividente da Ilha de Patmos, “São João”, autor de “O APOCALIPSE”.

Na Dimensão ASTRAL, encontra-se o presente, o passado e futuro da humanidade, irmanados num eterno “agora”. Por isso, os orientais denominam-no: “Os Arquivos Akáshicos” da natureza. Nós, em nossas horas de sono, em nosso corpo Astral (a alma), nos desdobramos nessa Dimensão ASTRAL; porém, devido à nossa inconsciência diária, à nossa divagação permanente durante o dia, a nossos erros, ao constante desgaste de energia psíquica em explosões de ira, estados nervosos, inveja, cobiça, orgulho etc., e a uma multidão de ilusões intermináveis, durante nossas ocupações, adormecemos nossa consciência; e aquelas experiências não passam de meros sonhos que, geralmente. Devido ao total desconhecimento das coisas, nos atrevemos a julgar de “irreais”. Entretanto, para aquelas pessoas de Consciência Desperta são verdadeiras experiências, tanto ou mais reais que as estamos vivendo neste mundo tridimensional de Euclides.

Fonte: Samael Aun Weor


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